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Banco Palmas - ASMOCONP


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ASMOCONP

O Conjunto Palmeira é uma favela com 30 mil habitantes situada na região sul de Fortaleza-Ce, nordeste do Brasil. Em 1973 chegaram os primeiros habitantes vindos de despejos realizados na região litorânea da cidade. Os moradores foram construindo espontaneamente seus barracos, dando origem a uma grande favela, sem nenhuma rede de saneamento básico, água tratada, energia elétrica, escola ou outro serviço público. A partir de 1981, com a fundação da Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira/ASMOCONP deu-se início o processo de organização das famílias.
 
 
Fachada da ASMOCONP
Fachada da ASMOCONP


Através de mobilizações populares e de diversas parcerias a Associação de Moradores foi aos poucos construindo o bairro. Em 1988 conseguiu a implantação das redes de água tratada e energia elétrica. Em 1990 construiu em parceria com a Prefeitura, governo do estado e a GTZ, através de mutirão, 1700 metros de canal de drenagem e, dois anos após, organizou os moradores por quadras e implantou junto com o governo do Estado a rede de esgoto sanitário. O bairro foi assim urbanizado, tornando-se mais habitável.

Apesar dos avanços na infra-estrutural local, uma pesquisa realizada pela Associação de Moradores em 1997, constatou que a pobreza e a fome eram devastadoras no bairro. 90% da população economicamente ativa tinha renda familiar abaixo de 2 salários mínimos (U$ 100), 80% estava desempregada, e os pequenos produtores não tinham como trabalhar devido a falta de acesso ao crédito e comercialização de seus produtos. Cerca de 1.200 crianças estavam nas ruas por não ter vagas nas escolas.

Em janeiro de 1998 a ASMOCONP criou o Banco Palmas e implantou uma rede de solidariedade entre produtores e consumidores. O objetivo do banco é garantir micro-créditos para produção e o consumo local, a juro muito baixos, sem exigência de consultas cadastrais, comprovação de renda ou fiador. Os vizinhos passam a dar a garantia ao tomador do crédito, assumindo se a pessoa é responsável ou não. O Banco começou com apenas 10 clientes a partir de um empréstimo de R$ 2.000,00 (dois mil reais) contraído junto a uma ONG local. Hoje o banco possui uma carteira de 30 mil reais.

A gestão do banco é feita localmente pela própria ASMOCONP e seu quadro de pessoal é majoritariamente voluntário. Em março de 2003 é criado o Instituto Banco Palmas uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, criado a partir da experiência da Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira, com o objetivo de fazer a gestão do conhecimento e difusão das práticas de Economia Solidária do Banco Palmas.
 
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