Através de mobilizações populares e de diversas parcerias a Associação de Moradores foi aos poucos construindo o bairro. Em 1988 conseguiu a implantação das redes de água tratada e energia elétrica. Em 1990 construiu em parceria com a Prefeitura, governo do estado e a GTZ, através de mutirão, 1700 metros de canal de drenagem e, dois anos após, organizou os moradores por quadras e implantou junto com o governo do Estado a rede de esgoto sanitário. O bairro foi assim urbanizado, tornando-se mais habitável.
Apesar dos avanços na infra-estrutural local, uma pesquisa realizada pela Associação de Moradores em 1997, constatou que a pobreza e a fome eram devastadoras no bairro. 90% da população economicamente ativa tinha renda familiar abaixo de 2 salários mínimos (U$ 100), 80% estava desempregada, e os pequenos produtores não tinham como trabalhar devido a falta de acesso ao crédito e comercialização de seus produtos. Cerca de 1.200 crianças estavam nas ruas por não ter vagas nas escolas.
Em janeiro de 1998 a ASMOCONP criou o
Banco Palmas e implantou uma rede de solidariedade entre produtores e consumidores. O objetivo do banco é garantir micro-créditos para produção e o consumo local, a juro muito baixos, sem exigência de consultas cadastrais, comprovação de renda ou fiador. Os vizinhos passam a dar a garantia ao tomador do crédito, assumindo se a pessoa é responsável ou não. O Banco começou com apenas 10 clientes a partir de um empréstimo de R$ 2.000,00 (dois mil reais) contraído junto a uma ONG local. Hoje o banco possui uma carteira de 30 mil reais.
A gestão do banco é feita localmente pela própria ASMOCONP e seu quadro de pessoal é majoritariamente voluntário. Em março de 2003 é criado o
Instituto Banco Palmas uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, criado a partir da experiência da Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira, com o objetivo de fazer a gestão do conhecimento e difusão das práticas de Economia Solidária do Banco Palmas.